segunda-feira, 4 de abril de 2011

Materialismo

Doutrina filosófica que admite como realidade apenas a matéria. Nega a existência da alma e do mundo espiritual ou divino. Formulada pela primeira vez na Grécia, ganha impulso no século XVI, quando assume diferentes formas. Para os gregos, os fenômenos devem ser explicados não por mitos religiosos mas pela observação da realidade. A matéria é a substância de todas as coisas. A geração e a degeneração do que existe obedecem a leis físicas. A matéria encontra-se em permanente metamorfose. A alma faz parte da natureza e obedece às suas leis. Essas teses são a base de todo o materialismo posterior.
Já o chamado materialismo filosófico, se mostra como uma doutrina que considera o homem uma máquina e nega a existência da alma, em oposição ao espiritualismo. No século XIX surge na Alemanha o materialismo científico, que substitui Deus pela razão ou pelo homem, prega que toda explicação científica resulta de um processo psicoquímico e que o pensamento é apenas um produto do cérebro. O marxismo, por sua vez, baseia-se numa concepção materialista da história - denominada materialismo histórico por Friedrich Engels -, pela qual a história do homem é a da luta entre as diferentes classes sociais, determinada pelas relações econômicas da época. O materialismo histórico ou dialético é constituído como doutrina e recebe esse nome, a grosso modo, porque sua teoria é materialista e seu método, a dialética, consistindo numa construção contínua ao considerar que os movimentos sociais e seus desenvolvimentos são obtidos através do embate de suas contradições, do resultado de lutas, de conflitos, confrontos, principalmente, entre as classes sociais.  

Resenha sobre o filme “Uma Verdade Inconveniente”, de Al Gore.


O filme é do tipo documentário, sobre um ciclo de palestras onde o apresentador, Al Gore, busca trazer reflexões não somente sobre o aquecimento global, seu tema central, mas essencialmente também sobre as ações humanas e as questões pertinentes a sua participação nesse processo de degradação do planeta.
Utilizando-se de uma linguagem clara e objetiva, embasando suas conclusões em estudos e propostas científicas, Al Gore busca trazer as principais consequências que o desenvolvimento humano “desenfreado” e desmedido vem trazendo ao meio ambiente. Na sua demonstração Gore utiliza-se de gráficos, modelos científicos, imagens, matérias jornalísticas e inferências pessoais buscando trazer uma maior confiabilidade ao seu discurso. Demonstra várias consequências a respeito dos dados apresentados, onde podemos destacar o derretimento de geleiras no Ártico, furacões (dentre eles o Katrina, em 2005), processos de desertificação, desmatamento, aquecimento, etc.
Propõe que suas inconformidades com os acontecimentos são bastante decorrentes de dramas pessoais e profissionais (morte de seu filho, de sua irmã e a derrota na corrida presidencial dos EUA em 2000) que o fizeram refletir e buscar melhores entendimentos sobre os problemas ambientais pelos quais o planeta vem passando e, principalmente, buscar propostas e modelos de combater esse processo.
Utilizando-se de um discurso bastante persuasivo e emotivo, Al Gore, acima de tudo, busca sensibilizar seus espectadores da sua participação nesse processo degradador, de suas ações ou conjunto de ações, pensando a nível de sociedade, que determinam várias vertentes poluidoras como a emissão de CO2 que provoca um dos principais problemas ambientais, segundo Gore, que é o Efeito Estufa, decorrendo dele o aquecimento global.
Ao mesmo tempo do alerta para sua participação poluidora, o apresentador promove um choque de criticas e pensamentos que resultam na única possibilidade que acha viável para contornar esse problema que é a mudança de consciência, de atitudes, de hábitos dos humanos, em prol da preservação dos recursos e manutenção da vida.
Al Gore traz que o aquecimento global é, atualmente, mais uma questão política, econômica, uma vez que, esta intrinsecamente ligada ao desenvolvimento industrial e econômico, onde a saída seria buscar um equilíbrio entre utilização e preservação.  
Diante de todo o exposto, em seu documentário Al Gore não procura apenas apontar problemas, explicá-los e deixar todos boquiabertos com a situação ambiental, ele procura também promover mudanças profundas, interiores, relacionadas aos valores morais, culturais e ideológicos das pessoas. Ele aponta que somos os únicos que podemos fazer pelo planeta e indica que, com medidas simples como comprar produtos recicláveis, biodegradáveis, como usar a água, a energia de forma sustentável, podemos reduzir os percentuais poluidores e promover uma mudança profunda na sociedade em prol do planeta. Portanto, este documentário trabalha como um alerta para a sociedade mundial.

segunda-feira, 28 de março de 2011

Educação Ambiental

Sobre Educação Ambiental (EA) podemos destacar como processos históricos desde a concepção indígena de respeito e preservação da natureza como parte integrante de sua vida, portanto parte integrande de sua formação e educação, até os conceitos mais modernos que se intensificaram como o advento da Revolução Industrial (1789) que determinou um novo curso de vida social dos serem humanos, com isso se aflorando as preocupações com o meio e com os recursos existentes, preocupações tanto de ordem socio-ambiental ou economicas, variando "de onde se fala".
Trazendo mais especificamente para o Brasil, gostaria de tratar sobre o PRONEA, que vem a ser o Programa Nacional de Educação Ambiental, que consiste num conjunto de diretrizes e principios, estabelecidos como a Agenda 21 no PPA (Plano Pluri-Anual) do Governo Federal, para subsidiar a elaboração e implementação de políticas publicas estaduais e consequentemente municipais de educação ambiental, entendendo EA como parte integrante de todo o processo educativo cidadão. 

Proponho uma visita direta na publicação, sediada no site do MMA, Secretaria de Articulação Institucional e Cidadania Ambiental, Departamento de Educação Ambiental, pois nos leva diretamente as letras do governo federal sobre como se pensa tratar a temática ambiental dentro da educação. (link abaixo)
PRONEA

Agenda 21

A Agenda 21 é um programa de ação baseado em estudos e planejamentos prévios que   constitui uma tentativa de promover, em escala planetária, um novo padrão de desenvolvimento, conciliando métodos de proteção ambiental, justiça social e eficiência econômica.
 Trata-se de um documento consensual para o qual contribuíram vários países enquanto seus governos e instituições da sociedade civil (daí sua maior riqueza ao meu ver, pois possibilita a sociedade ter voz e vez, não sendo apenas uma medida "de cima para baixo") num processo preparatório que originou a realização da Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, em 1992, no Rio de Janeiro, também conhecida por ECO-92 ou RIO-92.
Determinando um documento de 40 capítulos, incluídas temáticas de abordagens mais abrangentes para aprimoramento específico posterior de cada país, chamada "Agenda 21 Local", a Agenda 21 propõe uma série de ideias e pontos indicativos de ações diretas para que se possam mudar as perspectivas em torno da questão ambiental. 
Atualmente, o Brasil já passou, do que seria a "primeira fase", da elaboração da sua agenda local e de sua publicização, encontrando-se atualmente no que seria a "segunda fase" que concerne a determinação de suas ações prioritárias e a fase de consulta nacional para, posteriormente, a implementação direta de ações mais incisivas. Algumas cidades brasileiras ja possuem elaboradas suas Agendas 21 locais e possuem boas experiencias praticadas. 
No Brasil, cuida dos assuntos referentes a esse tema a CPDS - Comissão de Políticas  de Desenvolvimento Sustentável e da Agenda 21 Nacional, comissão essa responsável pela difusão e implementação dessas medidas junto, principalmente, ao Ministério do Meio Ambiente (MMA). Segundo o documento oficial brasileiro, em sua segunda edição: "Acredita-se que a Agenda 21 é um forte instrumento que permite definir e implementar políticas públicas com base em um planejamento participativo voltado para as prioridades do desenvolvimento sustentável."
Sobre o assunto podem-se destacar sites específicos sobre o tema assim como o próprio site do MMA que contém, dentre outras, informações bastantes esclarecedoras sobre a Agenda 21 em si assim como a quantas anda o processo brasileiro. (links abaixo)

De forma bem didática, o MMA dispõe este video que trata do que vem a ser a Agenda 21.

Desenvolvimento Sustentável

Existe, hoje em dia, uma gama de discussões a cerca do que seria o conceito mais apropriado para "desenvolvimento sustentável". No meio de todas as discussões mais teóricas e/ou científicas, entendo que a parte "prática" determina suscinta e diretamente o que seja: é todo e qualquer tipo de avanço social, econômico, tecnológico ou cientifico que determine um uso racional e autossuficiente dos recursos utilizados, degradando menos possível o nosso meio ambiente.
Afora a parte social, dos ganhos e beneficios que esse tipo de prática traz no nosso cotidiano, gostaria de me deter a parte política e economica que envolvem esse "conceito" já que são as perspectivas que mais geram discussões, pois afetam diretamente um dos (senão "O") principais causadores dos problemas ambientais que é o consumismo exagerado e cada vez mais acelerado.
Entendo que apenas uma fusão entre conscientização popular, investimentos em educação (não somente ambiental) e em políticas públicas mais eficientes, podem e devem tornar mais palpáveis os objetivos pretendidos sobre o alcance de uma sociedade que possua seu desenvolvimento realmente sustentável. Mudanças desse porte, de mentalidade e de práticas, são tidas como de "longa duração", más são plenamente possíveis.